Ramo Um · Artigo 11 · Traje e Apresentação
Feito para a espora
O salto conta tudo — uma prateleira baixa e larga sobressai atrás da bota, feita para assentar a espora de trabalho.
Fig. 11.3 · O salto de prateleira e a espora de lira — a bota feita para assentar a espora portuguesa
A forma segue o trabalho: o salto é uma prateleira levantada para levar a espora, e o campino ainda a calça.
Na tradição portuguesa do Ribatejo e do Alentejo, o traje do campino responde ao trabalho até a bota. O casaco é curto e justo, para que a mão que leva a vara fique livre; as calças são altas e macias, moldadas para o assento e a perna. E a bota também responde à sua tarefa — um “salto de prateleira” baixo e largo sobressai atrás, construído para assentar a espora portuguesa em forma de lira. A forma segue o trabalho: o salto é uma prateleira, levantada para segurar a espora exatamente onde a perna pede. Conforme o Ramo Um, Artigo 11 — “Traje e Apresentação.” · Fotografia — uma bota portuguesa, salto de prateleira e espora.