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O Ensino é a primeira das quatro provas. O cavalo e o cavaleiro executam uma sequência fixa de movimentos no plano, de memória, com cada movimento julgado pelos juízes. Cinco notas de conjunto são então atribuídas à apresentação como um todo.

O cavaleiro entra, para e saúda antes de começar a sequência.

Ele compartilha muitos movimentos e termos com o ensino clássico, mas o teste é desenhado dentro das exigências da Equitação de Trabalho.

I · O Que Torna Isso Ensino de Trabalho

O Ensino avalia os andamentos, o equilíbrio, a capacidade de resposta, a reunião e a submissão do cavalo, e a eficácia do cavaleiro, antes que a competição avance para as provas de obstáculos.

Toda transição, círculo, movimento reunido e passo de trabalho lateral recebe sua própria nota dentro do teste.

O Ensino usa a reunião dentro de um teste que retorna repetidamente a andamentos de trabalho mais para a frente. O cavalo se reúne onde mais equilíbrio, agilidade ou precisão são exigidos, e depois volta a avançar. Essas mudanças de equilíbrio e de passada fazem parte da qualidade que os juízes avaliam.

II · A Pista de 20 × 40 Metros

O Ensino é montado em uma pista de vinte metros por quarenta. O ensino clássico usa vinte por sessenta.

Comparado a uma pista de ensino de 20 × 60 metros, o retângulo de 20 × 40 metros dá ao cavalo menos distância entre movimentos e transições sucessivos.

A pista é delimitada por uma barreira de no máximo meio metro de altura, com uma entrada de cerca de dois metros de largura no meio de um dos lados curtos, voltada para o Presidente do Júri. Os espectadores ficam a pelo menos cinco metros de distância.

20 × 40 Contra 20 × 60, em Escala

III · Como o Teste Se Desenrola

O Presidente do Júri toca a sineta. O cavaleiro tem um minuto para entrar, e é eliminado se entrar atrasado ou começar antes da sineta.

O teste começa quando o cavaleiro entra no retângulo. O cavalo para, e o cavaleiro saúda — cavaleiros de capacete com um leve aceno de cabeça e um movimento do braço que não segura as rédeas —, e a contagem do tempo começa a partir dessa saudação.

O teste sênior internacional precisa ser concluído em até oito minutos, com o relógio totalmente visível para o competidor. Qualquer coisa montada depois de oito minutos pontua zero. Portugal estabelece sete minutos e meio para a categoria Intermediária, e nenhum limite de tempo para as categorias cujo protocolo prescreve os exercícios.

A sequência não pode ser alterada. O teste termina com a saudação final.

IV · Os Movimentos

O teste sênior internacional traz vinte e dois exercícios obrigatórios, e eles vão do passo ao galope.

No passo. Uma linha reta de pelo menos dez metros. Uma pirueta completa em cada mão. Parada, recuo de seis a dez passos, e partida ao passo. Meia-passagem para a direita e para a esquerda, pelo menos dez metros cada.

No trote. Uma serpentina de três voltas. Duas cessões de perna, uma para cada lado. Trote médio. Parada, recuo de seis passos, e imediatamente para o galope com o pé direito.

No galope. Três círculos à direita (vinte metros em galope estendido, quinze em médio, dez em reunido), todos começando e terminando no mesmo ponto. Uma mudança de pé. Os mesmos três círculos à esquerda. Dois círculos de no máximo dez metros formando uma figura de oito com uma mudança de pé. Meias-voltas para cada mão com uma mudança de pé entre elas. Trocas de galope em três lados da pista, estendido nos lados longos e reunido no lado curto. Um aumento de velocidade e uma parada, depois partida ao galope.

O teste sênior também inclui uma serpentina de quatro voltas com uma mudança de pé a cada cruzamento da linha central. Em poucas passadas, o cavalo precisa mudar de flexão, endireitar, trocar de pé, reequilibrar-se e estabelecer a nova flexão antes do próximo cruzamento.

O teste termina pela linha central, com uma parada, imobilidade e a saudação.

V · A Música

Cada competidor escolhe uma música para acompanhar a sequência, e ela é julgada.

A música precisa estar em harmonia com os movimentos e o tempo, e é pontuada dentro da nota artística. O cavaleiro sinaliza de fora do retângulo quando ela deve começar.

Se a música falhar e não houver backup, o cavaleiro pode sair da pista com a permissão do juiz em C e voltar durante um intervalo programado ou ao final da competição. Ele pode recomeçar do início ou retomar do ponto em que a música parou. De qualquer forma, as notas já dadas permanecem válidas.

VI · Como É Julgado

Todo exercício é julgado de 0 a 10 conforme é montado, e meias-notas são permitidas. Nenhum coeficiente é atribuído a nenhum exercício, então todos contam igual. Internacionalmente, o máximo é 270 pontos.

As cinco notas de conjunto vêm no final: Andamentos, Impulsão, Submissão, Cavaleiro e Artístico.

Os erros são penalizados, não fatais. Internacionalmente, o primeiro erro custa cinco pontos, o segundo custa mais cinco, e o terceiro elimina. Em Portugal, o teste de ensino custa dois pontos no primeiro erro, quatro no segundo, e elimina no terceiro.

Um cavaleiro pode carregar um chicote, mantido na vertical na mão livre. Tocar o cavalo com ele causa eliminação.

Leia a seguir Como as notas são construídas, por completo

VII · Por Que o Trabalho no Plano Decide o Resto

O equilíbrio e a capacidade de resposta avaliados no Ensino são usados de novo nas provas de obstáculos.

Uma virada equilibrada é usada de novo ao redor dos tambores, a retidão é exigida na ponte, e a capacidade de resposta a ajudas pequenas é necessária na porteira.

As mesmas qualidades, portanto, aparecem em mais de uma prova. Uma perda de equilíbrio que aparece em uma virada de obstáculo também pode ser visível no trabalho no plano.

Leia a seguir A Maneabilidade, onde esse treinamento é colocado em prática

VIII · O Teste Mostra o Que o Treinamento Construiu

O Ensino coloca cavalo e cavaleiro dentro de um teste definido, mas os movimentos são apenas a parte visível do que o juiz tem diante de si.

Um círculo pode ter o tamanho correto e ainda assim mostrar um cavalo perdendo o equilíbrio durante a virada. Uma transição pode acontecer na marca correta enquanto o ritmo muda ao longo dela. O movimento diz ao juiz o que aconteceu. A qualidade sustentada ao longo dele começa a mostrar como o cavalo foi treinado.

É por isso que o Colégio conecta o Ensino diretamente à Escala Estrutural de Treino.

Para os Membros do Colégio, a Tendência para a Frente, o Alinhamento Simétrico, o Equilíbrio de Quatro Pontos, o Engajamento dos Posteriores, a Elevação do Anterior e a Reunião se tornam uma referência para ler o que está por baixo do movimento. O teste dá a essas qualidades um lugar visível para aparecer.

O Ramo Um dá aos Membros os movimentos, a prova e o padrão que estão observando. O estudo posterior acompanha como esse padrão é desenvolvido no cavalo e no cavaleiro, e como ele permanece disponível conforme a parceria avança para as outras provas.

O Ensino, portanto, dá aos Membros um lugar controlado para ver o que o treinamento realmente produziu.