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Cavalo & Cavaleiro

O Que É Impulsão?

Impulsão é a transmissão de energia propulsiva controlada, gerada nos posteriores, para o movimento atlético do cavalo. Essa é a definição da FEI usada aqui para o sentido equestre geral do termo.

No cavalo, isso significa que a energia gerada pelos posteriores é transmitida pelo corpo até o movimento. Quando qualquer parte dessa cadeia está faltando, o cavalo pode ainda estar indo a algum lugar, mas não está mostrando impulsão.

I · Impulsão Não É Velocidade

Um cavalo pode se deslocar rápido com muito pouca impulsão. Ele corre, achatado e esticado, se empurrando sobre o anterior. Um cavalo também pode mostrar muita impulsão em um tempo lento, se reunindo e saltando com a energia contida em vez de gasta.

A velocidade diz o quanto de terreno está sendo coberto. A impulsão diz o quanto de energia está sendo gerada atrás e o quanto dela chega ao movimento.

Você consegue ver a diferença do chão. Observe um cavalo a trote e ignore a rapidez com que ele está indo. Procure ver se a pata traseira empurra com energia real, se o dorso balança em vez de enrijecer, e se o cavalo salta livre do chão entre os pares diagonais. Um cavalo com impulsão tem um momento de suspensão que você consegue ver. Um cavalo apressado pode quase não deixar o chão.

Correr Versus Impulsão

II · Onde a Impulsão Vive nos Andamentos

A impulsão pertence ao trote e ao galope.

O passo não tem momento de suspensão. As quatro patas tocam o chão separadamente, e pelo menos duas estão no chão a qualquer momento, então a qualidade de salto que a impulsão descreve não tem onde aparecer. Os juízes avaliam o passo pela sua regularidade, sua liberdade e o terreno que percorre, não pela impulsão.

Leia a seguir Os andamentos

III · Como a Impulsão É Julgada

Na Equitação de Trabalho, a impulsão é uma das cinco notas de conjunto atribuídas ao final da prova de Ensino. As cinco são Andamentos, Impulsão, Submissão, Cavaleiro e Artístico.

A nota de conjunto permite ao juiz avaliar a impulsão ao longo de toda a prova. O juiz pontua cada movimento da prova conforme acontece, depois recua e marca as qualidades que correm por baixo de todos eles. A impulsão é uma delas. Uma prova pode ser precisa do início ao fim e ainda perder pontos aqui, porque precisão e energia são coisas diferentes.

Nas provas de obstáculos, ela não é pontuada sob esse nome, mas a mesma qualidade decide muita coisa. Um cavalo sem energia atrás não consegue se reunir para uma virada apertada ao redor de um tambor, não consegue sair da porteira prontamente assim que o trinco fecha, e não consegue reabrir a passada na saída sem se apressar.

IV · A Impulsão na Escala Clássica de Treino

A escala clássica de treino usada em todo o ensino nomeia seis elementos em ordem: ritmo, flexibilidade, contato, impulsão, retidão, reunião. A impulsão fica em quarto lugar, depois da flexibilidade e do contato e antes da retidão e da reunião.

V · Onde a Impulsão Se Situa na Escala Alvará

A Alvará desenvolve o cavalo através da Escala Estrutural de Treino, que organiza essa parte do desenvolvimento de forma diferente.

A Impulsão não é um dos seis estágios da Escala Estrutural de Treino. Os seis são Tendência para a Frente, Alinhamento Simétrico, Equilíbrio de Quatro Pontos, Engajamento dos Posteriores, Elevação do Anterior e Reunião.

As duas estruturas descrevem o cavalo de ângulos diferentes. A escala clássica inclui a impulsão como um dos seus elementos. A escala Alvará, em vez disso, começa com a Tendência para a Frente e depois acompanha a organização estrutural do cavalo por cinco estágios seguintes.

A Escala Alvará começa com a Tendência para a Frente, que descreve algo diferente.

A Tendência para a Frente é a intenção disposta do cavalo de avançar através da passada e rumo ao pedido do cavaleiro. É energia oferecida e sustentada pelo cavalo, e não energia repetidamente extraída pelo cavaleiro. Um cavalo a tem quando responde a uma ajuda leve para frente sem demora e continua até que outra ajuda mude a instrução. A Impulsão descreve a energia no movimento, e pode ser vista e pontuada. A Tendência para a Frente descreve de onde essa energia vem e se o cavalo a está oferecendo. Um cavalo pode mostrar um movimento energético e ainda assim exigir que o cavaleiro recrie essa energia repetidamente. A Tendência para a Frente pergunta se o cavalo continua oferecendo a intenção para a frente depois que a ajuda foi dada.

Leia a seguir A Escala Estrutural de Treino

VI · Movendo-se e Carregando

Um cavalo pode se sentir cheio de energia atrás. Os posteriores podem se mover rapidamente, o cavalo pode se sentir ansioso para ir, e o anterior ainda assim pode ficar mais pesado a cada passada.

Isso dá aos Membros do Colégio outra distinção para aprender.

Uma prancha do Colégio em duas colunas de tamanho idêntico. A coluna da esquerda, sob o título Movendo-se, traz: posteriores rápidos; cavalo ansioso para ir; anterior ainda mais pesado. A coluna da direita, sob o título Carregando, traz: os posteriores assumindo mais da exigência; organização através do corpo; anterior conseguindo ficar mais leve. Abaixo das duas está a linha: movimento e sustentação são coisas diferentes. A linha de fechamento traz: os posteriores são onde o cavalo começa a carregar. RAMO DOIS · A ESTRUTURA DO CAVALO MOVENDO-SE posteriores rápidos cavalo ansioso para ir anterior ainda mais pesado CARREGANDO os posteriores assumindo mais da exigência organização através do corpo anterior conseguindo ficar mais leve MOVIMENTO E SUSTENTAÇÃO SÃO COISAS DIFERENTES Os posteriores são onde o cavalo começa a carregar. FIG. · MOVENDO-SE, E CARREGANDO

Movimento e sustentação descrevem coisas diferentes. Um posterior pode estar ativo sem ainda carregar peso suficiente para aliviar o anterior.

Isso muda o que o cavaleiro procura. Mais atividade atrás se torna útil quando o cavalo consegue organizar essa atividade através do corpo e usar os posteriores para sustentar.

A distinção também dá mais contexto à impulsão. A energia visível é uma parte do quadro. O que o cavalo consegue fazer com essa energia diz mais ao cavaleiro sobre o trabalho que se desenvolve por baixo dela.

Para os Membros, o Ramo Dois acompanha essa questão até o corpo do cavalo: onde a sustentação começa, o que muda conforme ela se desenvolve, e como o movimento à frente começa a refletir isso.