O Que É Equitação?
Equitação significa a arte de montar a cavalo.
A palavra vem do latim equitare, montar a cavalo. Em seu sentido mais antigo e amplo, é simplesmente a arte de cavalgar: todo o ofício de como o cavaleiro se senta, se comunica e influencia o cavalo sob ele.
A palavra também é usada de várias formas mais específicas, e é aí que a confusão costuma começar.
I · Três Formas de Usar a Palavra¶
Como equitação em geral. Este é o sentido amplo, e o mais antigo. Qualquer discussão sobre como o cavaleiro deve se sentar, como funcionam as ajudas, ou como um cavalo deve ser montado, é uma discussão sobre equitação. Usada assim, a palavra não pertence a nenhuma disciplina específica.
Como uma categoria julgada, nos Estados Unidos. No hipismo americano, uma categoria de equitation é aquela em que o cavaleiro é julgado, e não o cavalo. Hunt seat, saddle seat e stock seat equitation têm cada uma suas próprias categorias. O desempenho do cavalo importa apenas como evidência da eficácia do cavaleiro. A posição, o assento, as mãos e o controle do cavaleiro são o que rendem a nota. Se você chegou até aqui vindo de um programa de show americano, este é quase certamente o sentido que você procurava.
Como parte do nome de uma disciplina. A Equitação de Trabalho usa a palavra no primeiro sentido, o mais amplo, e a aplica ao trabalho real. É disso que trata o resto desta página.
II · O Que a Equitação Pede ao Cavaleiro¶
Em cada uso da palavra, o cavaleiro continua no centro da questão: com que eficácia ele consegue se comunicar com o cavalo?
Você fala com o cavalo por cinco canais: peso, pressão, assento, ritmo e rédea. Cada um age por meio de algo que o cavalo já consegue sentir em seu próprio equilíbrio e movimento.
O cavalo está dando informação de volta ao mesmo tempo. Por meio do seu equilíbrio e movimento, o cavalo está continuamente dizendo como está se conduzindo e o que está pronto para fazer a seguir. Um cavaleiro habilidoso passa tanto tempo recebendo essa informação quanto a dando.
A posição importa porque esses canais dependem do que o corpo do cavaleiro está fazendo. Um cavaleiro cujo corpo está desalinhado não consegue enviar um sinal claro por nenhum desses cinco canais. Uma boa posição dá ao cavaleiro um corpo capaz de se comunicar com clareza, sem que uma ajuda interfira na outra.
Leia a seguir A posição do cavaleiro · As sete Habilidades Fundamentais de Equitação
III · O Que um Juiz de Equitação Observa¶
O detalhe varia por disciplina e por federação nacional, mas as mesmas quatro coisas se repetem.
Posição. O alinhamento do corpo do cavaleiro, e se ele consegue manter esse alinhamento durante o movimento, e não apenas parado.
Independência. Se as partes do corpo do cavaleiro conseguem agir separadamente. Se a perna consegue fechar sem que a mão se enrijeça.
Efeito. Se as ajudas realmente produzem o que pediam. Uma ajuda discreta que funciona vale mais do que uma forte que precisa ser repetida.
A forma de andar do cavalo. Usada como evidência. Um cavalo reto, rítmico e calmo geralmente está sendo bem montado.
IV · Onde a Equitação de Trabalho Se Encaixa¶
A Equitação de Trabalho pega a arte de montar e a aplica ao trabalho real.
Ela vem de cavaleiros que passavam os dias a cavalo movendo gado, cruzando terrenos difíceis, abrindo porteiras e carregando uma vara comprida. Para fazer bem esse trabalho, cavalo e cavaleiro precisavam se entender. Essa parceria se tornou a base de um esporte, e o esporte agora a testa ao longo de quatro provas.
A Equitação de Trabalho desenvolve essa comunicação rumo a um padrão específico. Como a mão do cavaleiro de trabalho costumava estar ocupada, o cavalo aprendeu a responder ao assento e à perna, com a rédea pedindo muito pouco. A Equitação de Trabalho mantém essa progressão: duas mãos no início, e as rédeas em uma só mão no padrão sênior, uma vez que o cavalo consegue se autoconduzir.
A Equitação de Trabalho leva essa arte de cavalgar para o trabalho prático e pergunta o quanto a parceria se sustenta quando as perguntas mudam.
Leia a seguir O Que É Equitação de Trabalho?
V · O Que Acontece Entre as Ajudas¶
Pegue uma virada. O cavaleiro dá uma ajuda e sente o que ela produz. O cavalo pode permanecer equilibrado sob ele, começar a cair para um ombro, ou carregar mais peso nos posteriores enquanto se prepara para virar. Cada resposta muda a pergunta seguinte.
Boa parte de uma boa equitação acontece nesses pequenos momentos. Eles costumam ser descritos como tato, timing ou instinto. Dentro do Colégio Alvará, eles são desacelerados e estudados, para que o cavaleiro comece a reconhecer onde a mudança aconteceu e o que a produziu.
É aí que a experiência faz diferença. Um cavaleiro com anos no esporte chega com referências práticas já estabelecidas. Um cavaleiro que encontra isso pela primeira vez constrói essas referências desde o começo.
Para os Membros do Colégio, o Artigo 1 parte desses dois pontos de partida e os leva rumo ao mesmo padrão. A figura acima é uma parte desse estudo. O estudo continua conforme o cavaleiro aprende a reconhecer mais do que acontece entre uma ajuda e a próxima.