Equitação de Trabalho para Iniciantes
A Equitação de Trabalho é um esporte construído sobre a parceria entre cavalo e cavaleiro, testada ao longo de quatro provas: Ensino, Maneabilidade, Velocidade e Vaca.
Se você está pensando em começar, esta página cobre o que o esporte realmente envolve, se ele serve para um iniciante, o que você precisa, e o que acontece em uma primeira competição.
I · A Equitação de Trabalho É Boa para Iniciantes?¶
Sim.
A Equitação de Trabalho dá a um iniciante um conjunto de habilidades e obstáculos que permanecem com ele à medida que avança por os níveis.
Os obstáculos que você encontra na sua primeira temporada são os mesmos obstáculos montados no Principal. A ponte continua sendo uma ponte. A porteira continua sendo uma porteira. Os três tambores continuam sendo três tambores. O que sobe é o padrão exigido dentro deles: os espaços se estreitam, as linhas se apuram, o cavalo fica mais reunido e as ajudas ficam mais quietas.
O que você aprende no início, portanto, continua relevante à medida que o padrão sobe.
As diferentes provas também mostram onde o treinamento precisa de mais trabalho. Uma falha em uma prova geralmente começou em outra. Um cavalo que perde o equilíbrio em uma virada rápida provavelmente o perdeu primeiro no plano.
II · O Que Você Faz na Equitação de Trabalho?¶
Ensino. Você monta um teste prescrito, de memória, em uma pista de 20 × 40 m. Cada movimento é julgado de 0 a 10.
Maneabilidade. Você monta um percurso de obstáculos em uma ordem fixa. Cada obstáculo é julgado de 0 a 10, e a nota é pela forma como o obstáculo foi montado, não por completá-lo.
Velocidade. O mesmo percurso contra o relógio, com segundos somados por faltas e retirados por habilidade excepcional.
Vaca. Uma prova de equipe, montada principalmente nos grandes campeonatos internacionais. A maioria das competições que você disputa no início não vai incluí-la.
Leia a seguir As quatro provas, por completo
III · Qual Raça de Cavalo É Melhor para a Equitação de Trabalho?¶
Você verá muitos Lusitanos e Andaluzes na Equitação de Trabalho. O Lusitano e o Andaluz oferecem duas qualidades que o esporte pede constantemente: uma disposição para se reunir, e um temperamento que faz isso de novo e de novo sem perder a calma.
O esporte está aberto a qualquer raça. O que importa é se o cavalo consegue se autoconduzir, reequilibrar-se rapidamente e permanecer disponível para você.
Um cavalo são e disposto pode começar o trabalho sem ser de uma raça ibérica.
IV · Que Equipamento Você Precisa?¶
No início, o equipamento é simples.
Para começar: arreios comuns e corretos, bem ajustados, e um traje de montaria convencional e seguro. A maioria das federações nacionais estabelece em suas regras os bocados e arreios permitidos, e os níveis de entrada são deliberadamente flexíveis.
À medida que você avança: o traje e os arreios tradicionais de uma tradição escolhida passam a fazer parte do quadro: a sela portuguesa ou a silla vaquera, e o traje que a acompanha. Isso é uma das coisas que faz o esporte parecer como é na pista.
Na competição: o local fornece os obstáculos. Pontes, porteiras, tambores, varas de slalom, o corredor da sineta e a garrocha pertencem ao local.
Verifique as regras da sua própria federação nacional antes da sua primeira saída, porque as exigências de traje e arreios variam por país e por nível.
V · Como Funcionam os Níveis?¶
Os nomes dos níveis diferem de país para país, mas a progressão segue a mesma direção geral.
Em Portugal, as categorias são organizadas tanto pela experiência do cavalo e pela idade do cavaleiro quanto pelo nível competitivo: Preliminar, Cavalos Debutantes, Atletas Debutantes, Sub-14, Sub-16, Jovens Cavaleiros, Intermediária e Principal.
Na Austrália, a escala segue Level 1 Introductory, Preparatory, Preliminary, Debutante W, Debutante F, Consagrados 2, Consagrados 1 e Masters.
Nos Estados Unidos, ela segue Introductory, Novice A, Novice B, Intermediate A, Intermediate B, Advanced e Masters.
Em cada um desses sistemas, o nível mais alto é o Masters — chamado Principal em Portugal.
Os primeiros testes estabelecem ritmo, confiança, retidão e respostas claras. À medida que o nível sobe, os testes pedem mais reunião, mobilidade lateral, ajustabilidade, precisão e autoequilíbrio, e por fim que as rédeas sejam carregadas em uma só mão.
VI · O Que o Juiz Está Procurando?¶
Quatro qualidades, e elas valem em todos os níveis: Rítmico, Preciso, Calmo, Fluente.
Aprenda-as cedo. Você pode montar um movimento corretamente, colocá-lo onde pertence, e ainda assim receber um 6. A diferença entre essa nota e um 7 ou 8 costuma estar na qualidade descrita por esses quatro Princípios.
Leia a seguir Os Quatro Princípios Orientadores
VII · Por Onde Começar¶
Aprenda como as provas se encaixam à medida que você começa a montá-las. Isso ajuda você a ver por que o mesmo equilíbrio, a mesma retidão e o mesmo controle continuam aparecendo em partes diferentes do esporte.
Encontre um clube, percorra um percurso a pé e assista a uma competição do início ao fim. Assista à Maneabilidade primeiro, depois assista aos mesmos obstáculos na Velocidade. Você verá imediatamente como o mesmo treinamento muda quando o relógio entra em cena.
VIII · De Onde Vem a Referência¶
Aprender uma nova disciplina começa por saber o que observar. Na Equitação de Trabalho, essa referência vem de mais de um lugar.
O esporte carrega o conhecimento das tradições de trabalho que o moldaram. Ao lado disso está a perspectiva dos cavaleiros que produzem esse trabalho no mais alto nível internacional.
A figura coloca essas duas fontes lado a lado. As tradições fundadoras carregam as razões por trás do trabalho. Os Fellows carregam uma visão contemporânea de como esse trabalho deve parecer agora.
Para os Membros do Colégio, essas duas referências se juntam em um único currículo. O ponto final da figura é o cavaleiro que a estuda.
Isso importa porque um iniciante pode começar a aprender a reconhecer um padrão elevado muito antes de conseguir produzi-lo por conta própria. O olho pode ser educado antes da equitação.
Essa é a primeira distinção que o estudo de Membro começa a fazer: de onde vem a referência, o que ela pede que você perceba, e como sua compreensão se desenvolve em relação a ela.