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Competição de Equitação de Trabalho

Como a Equitação de Trabalho é pontuada?

Duas das quatro provas são julgadas por notas, e duas são cronometradas.

O Ensino e a Maneabilidade são julgados por notas. Um juiz dá a cada exercício ou obstáculo uma nota de 0 a 10, depois soma notas de conjunto para a apresentação como um todo. A Velocidade e a Vaca são cronometradas. O relógio corre, penalidades em segundos são somadas, e não há nenhum julgamento de estilo.

A ordem de chegada de cada prova é então convertida em pontos, e os pontos são somados em uma única classificação.

I · A Escala de 0 a 10

O Ensino e a Maneabilidade usam a mesma escala de 0 a 10, com um descritor associado a cada nota inteira.

Nota Significado
10 Excelente
9 Muito bom
8 Bom
7 Bastante bom
6 Satisfatório
5 Suficiente
4 Insuficiente
3 Bastante fraco
2 Mau
1 Muito mau
0 O exercício não foi executado

Meias-notas são permitidas. Internacionalmente, qualquer nota abaixo de 5 precisa ser justificada pelo juiz na caixa de comentários.

II · Como o Teste de Ensino É Julgado

O teste sênior internacional de Ensino traz vinte e dois exercícios obrigatórios e cinco notas de conjunto.

Cada exercício é julgado de 0 a 10 conforme é montado. Nenhum coeficiente é atribuído a nenhum deles, então todo exercício conta igual a todos os outros. Internacionalmente, a pontuação máxima é 270 pontos, e o teste precisa ser concluído em até oito minutos. Qualquer coisa montada depois disso pontua zero.

As cinco notas de conjunto vêm no final e avaliam a apresentação como um todo.

Andamentos - liberdade e regularidade.

Impulsão - o desejo de avançar, elasticidade dos passos, flexibilidade do dorso e engajamento dos posteriores.

Submissão - atenção e obediência, leveza e facilidade dos movimentos, aceitação do contato.

Cavaleiro - a posição e o assento do cavaleiro, e o uso correto e a eficácia das ajudas.

Artístico - a música e a sequência.

A nota de conjunto Cavaleiro avalia especificamente a posição e o assento do cavaleiro, e o uso correto e a eficácia das ajudas.

Os testes de Jovem Cavaleiro e Juvenil são construídos da mesma forma, com pesos diferentes. O protocolo internacional de Jovem Cavaleiro dá às quatro primeiras notas de conjunto um coeficiente de dois e à nota de apresentação um coeficiente de um, para um máximo de 300 pontos ao longo de um teste de sete minutos e meio. O teste internacional Juvenil vai até um máximo de 240 pontos no mesmo tempo.

Leia a seguir A posição do cavaleiro e sua nota de conjunto

As Cinco Notas de Conjunto

III · Como a Maneabilidade É Julgada

Todo obstáculo recebe sua própria nota de 0 a 10, na mesma escala, pela qualidade com que foi montado.

A nota avalia a qualidade da execução, além da conclusão do obstáculo. Dois cavaleiros podem abrir e fechar a mesma porteira, um em um cavalo que permanece reto, atento e equilibrado, o outro em um cavalo que balança a garupa e sai apressado. A execução mais equilibrada, reta e responsiva recebe a nota mais alta.

Junto às notas de obstáculo, o protocolo internacional traz uma nota para o percurso como um todo (o galope, o passo, e as transições entre eles) e uma impressão geral construída a partir de quatro das mesmas notas de conjunto usadas no ensino: andamentos, impulsão, submissão e cavaleiro.

A avaliação do cavaleiro é estabelecida explicitamente: posição na sela, facilidade de movimento e estabilidade, uso e eficácia das ajudas, e, nas categorias sênior, o uso exclusivo da mão esquerda.

O teste português de Maneabilidade também traz uma Nota de Percurso, julgada de 1 a 10 com coeficiente dois, avaliando o percurso como um todo.

IV · Como a Prova de Velocidade É Pontuada

A prova de Velocidade é decidida pelo tempo, e o tempo é ajustado.

O relógio registra o percurso. Penalidades em segundos são somadas por faltas. Um bônus está disponível, e apenas um: uma argola espetada na ponta da vara e devolvida ao tambor junto com ela tira cinco segundos.

A Velocidade é decidida pelo tempo ajustado, e não por uma nota de qualidade. A precisão ainda afeta o resultado, porque uma linha mais limpa pode reduzir a distância percorrida e evitar penalidades de tempo.

Outras faltas resultam em eliminação, e não em penalidade de tempo.

Leia a seguir A prova de Velocidade, com as tabelas completas de penalidades

V · Como a Prova da Vaca É Pontuada

A prova da Vaca é cronometrada e classificada. Ela não é julgada por notas.

Os cavaleiros são classificados pelo tempo gasto para concluir a prova mais quaisquer penalidades por faltas. Não há nota de zero a dez em nenhum momento dela: nenhuma nota para o corte, nenhuma para a condução, nenhuma para o trabalho de contenção da equipe. O relógio e a tabela de penalidades definem a ordem, e a ordem vira pontos.

Um cavaleiro que ultrapassa o limite de três minutos para uma rês é eliminado e não pontua nada por ela.

Internacionalmente, apenas os três melhores resultados obtidos pelos cavaleiros de uma equipe contam para a classificação da equipe.

Leia a seguir A prova da Vaca, por completo

VI · Como as Notas Viram Pontos

A ordem de chegada de cada prova é convertida em pontos pelo mesmo princípio: um cavaleiro pontua um ponto por participar, e mais um para cada cavaleiro à frente dele.

Internacionalmente, em uma categoria de vinte, isso dá 21 pontos para o primeiro, 19 para o segundo, 18 para o terceiro, e assim por diante até um único ponto para o vigésimo. O ponto extra dado ao vencedor cria a diferença de dois pontos entre o primeiro e o segundo.

Colocação Pontos, em uma categoria de 20
21
19
18
17
10º 11
20º 1

Um cavaleiro eliminado em uma prova é classificado em último lugar nela, e conta como um ponto em todas as provas seguintes.

As regras nacionais portuguesas usam a mesma aritmética: o primeiro lugar pontua um a mais do que o número de competidores, o segundo pontua um a menos do que esse número, e cada colocação abaixo cai um ponto.

Segundo as regras portuguesas, todos os testes têm o mesmo peso, um coeficiente de um cada, para a Classificação Geral.

Como as Notas Viram Pontos

VII · Como os Empates São Desfeitos

Internacionalmente, para equipes. Maior total de pontos no Ensino primeiro, depois na Maneabilidade, depois na Velocidade.

Internacionalmente, para individuais. A classificação é ordenada primeiro pelo número de provas completadas, depois pelo número de pontos. Se os cavaleiros ainda estiverem empatados, ela considera a melhor colocação no Ensino, depois na Maneabilidade, depois na Velocidade.

Em Portugal. Número de testes completados, depois total de pontos, depois a porcentagem do Ensino, depois a porcentagem da Maneabilidade, e por fim o tempo da prova de Velocidade.

Os dois sistemas usam a conclusão e o Ensino antes da Maneabilidade e da Velocidade em suas respectivas sequências de desempate.

VIII · Os Juízes

Cinco juízes atuam em um teste de campeonato de ensino ou de Maneabilidade, cada um em uma cabine separada, cada um julgando de forma independente.

Onde há cinco, a nota mais alta e a mais baixa de cada cavaleiro são excluídas, e o resultado é a média das três restantes. Os resultados são anunciados em porcentagem depois que o cavaleiro seguinte tiver montado.

Um juiz não pode ser chamado a julgar mais de quarenta e cinco atletas em um dia no Ensino e na Maneabilidade, exceto em campeonatos mundiais e continentais com grupos maiores.

Ninguém envolvido com uma equipe competidora pode integrar o júri, e um juiz que tenha alunos, colegas ou uma relação comercial entre os cavaleiros não pode julgá-los por seis meses.

IX · Uma Nota É uma Leitura do Trabalho

Uma nota transforma um trecho de equitação em um número. A parte útil é entender o que o juiz precisou ver antes que esse número aparecesse.

Por trás do número está um juiz lendo a qualidade sustentada ao longo do trabalho.

Para os Membros do Colégio, a pontuação, portanto, se torna uma forma de aprender a olhar mais de perto.

A nota começa no resultado visível, depois pergunta sobre as qualidades dentro dele. Ritmo, exatidão, equilíbrio, capacidade de resposta e a forma como cavalo e cavaleiro sustentam o movimento contribuem todos para o quadro que o juiz tem diante de si.

Isso torna uma nota útil depois do teste, assim como durante ele. Um número pode se tornar uma pista do que o juiz viu, onde a qualidade já estava presente e onde mais poderia ter sido sustentado ao longo do movimento.

O estudo de Membro desenvolve essa leitura, de modo que as notas se tornem mais do que resultados em uma ficha. Elas se tornam outra forma de entender o padrão rumo ao qual o cavaleiro está trabalhando.

O Ramo Um dá aos Membros o padrão que estão aprendendo a reconhecer. O Ramo Três traz a nota do juiz para esse quadro, acompanhando como o trabalho diante do juiz se torna uma nota e o que essa nota diz sobre a qualidade produzida.

O número então se torna evidência da equitação que o produziu.