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Equitação de Trabalho

As Quatro Provas da Equitação de Trabalho

A Equitação de Trabalho é composta por quatro provas: Ensino, Maneabilidade, Velocidade e Vaca. Cada uma observa a mesma parceria sob uma exigência diferente. Seus resultados são combinados de acordo com o campeonato disputado, então o sucesso depende de mais de um tipo de desempenho.

Você vai ouvir com frequência o esporte descrito como tendo três fases, e não quatro. Isso porque a prova da Vaca precisa de gado vivo, terreno seguro e uma equipe de cavaleiros, e relativamente poucos locais conseguem fornecer os três. A maioria das competições nacionais é decidida apenas pelas três primeiras provas.

As Quatro Provas em Ordem

I · Ensino

O Ensino estabelece o treinamento que as outras provas vão testar.

Ele compartilha muitos movimentos com o ensino clássico, mas faz uma pergunta diferente. O ensino clássico pergunta o quão bem o cavalo foi treinado. O Ensino pergunta se esse treinamento preparou o cavalo para o que vem a seguir: os obstáculos, o relógio e o gado.

Você consegue ver essa diferença na forma como se espera que o cavalo se desloque. O cavalo trabalha predominantemente em seus andamentos naturais, que cobrem terreno, se reunindo quando mais equilíbrio, agilidade ou precisão são necessários, e depois voltando a fluir para a frente. O que a prova recompensa é a facilidade com que o cavalo se move entre os dois.

A pista menor acrescenta outra exigência. O Ensino é montado em uma pista de 20 × 40 m, onde o ensino clássico usa 20 × 60 m. Vinte metros não parece muito. Significa que há muito pouco tempo entre as perguntas. Em vez de se deslocar em um só equilíbrio por longas distâncias, o cavalo é continuamente solicitado a reorganizar sua postura e sua passada, e depois voltar a avançar.

Você monta um teste prescrito, de memória. Cada movimento é julgado de 0 a 10, e no final o juiz atribui notas de conjunto para o percurso como um todo.

O cavalo que vira com facilidade ao redor de um tambor primeiro aprendeu a sustentar seu equilíbrio no plano. O cavalo que atravessa uma ponte com confiança primeiro aprendeu a se deslocar reto. Os obstáculos tornam esse treinamento visível.

II · Maneabilidade

A Maneabilidade é o dia de trabalho, estruturado na pista.

Em uma pista aberta, um círculo pode se alargar ou uma linha pode se desviar sem um limite óbvio. Um obstáculo dá a você um lugar exato para chegar. A ponte tem bordas. A porteira precisa abrir. A sineta fica na extremidade do corredor.

O percurso muda toda vez. Os obstáculos escolhidos, sua ordem e as linhas entre eles são definidos pelo projetista do percurso, então você percorre o percurso a pé antes e decide onde o cavalo vai precisar se reunir, virar, parar ou avançar. Os próprios obstáculos permanecem familiares: a ponte, a porteira, os slaloms, os tambores, o corredor, o recuo, a garrocha.

Cada obstáculo é julgado de 0 a 10, e a nota é pela qualidade do trabalho, não por completá-lo.

Dois cavaleiros abrem a mesma porteira. Um cavalo permanece reto, atento e equilibrado, e a tarefa toma alguns passos tranquilos. O outro perde o alinhamento, balança a garupa, resiste ao contato e sai apressado. Os dois passaram pela porteira. Só um mostrou Maneabilidade.

A palavra Maneabilidade descreve a qualidade do percurso. O cavalo permanece disponível antes, durante e depois de cada obstáculo, e o controle preciso começa a parecer fácil.

A dificuldade sobe pedindo mais dentro dos mesmos obstáculos. Os obstáculos permanecem familiares enquanto o padrão dentro deles sobe. Em Portugal, os três tambores formam um triângulo equilátero com lados de quatro metros nas categorias de formação, e lados de três metros na Intermediária e no Principal. O slalom reto fica a sete metros entre postes, fechando para seis. As trocas simples se tornam mudanças de pé. Os obstáculos podem ser pedidos ao contrário. As rédeas passam para uma só mão.

Uma ponte continua sendo uma ponte, seja você a encontre na sua primeira temporada ou no Principal.

III · Velocidade

A Velocidade é o mesmo percurso, montado contra o relógio.

Os obstáculos permanecem familiares, mas a forma como são montados muda. A ponte que era cruzada a passo cuidadoso pode ser feita ao galope. A porteira se torna uma corda, desprendida e refixada em movimento. E o juiz para de julgar o estilo por completo. Uma mudança de pé um tempo atrasada não custa nada por si só, desde que a linha se mantenha e os obstáculos permaneçam de pé.

A precisão se torna ainda mais valiosa contra o relógio. Toda linha precisa preserva o embalo. Toda virada equilibrada encurta a distância percorrida. Na prova de Velocidade, um percurso fluente costuma ser um percurso mais rápido.

As faltas somam tempo, e algumas ações corretas podem recuperar tempo. Os números diferem entre as regras internacionais e as nacionais, então ambas são dadas aqui:

Falta WAWE (internacional) APSL (Portugal)
Tambor derrubado +5s +5s
Poste de slalom derrubado +3s +5s
Montante da ponte derrubado +5s +10s (qualquer parte do obstáculo)
Montante da porteira derrubado +10s +10s
Porteira derrubada e não recolocada +30s -
Porteira não fechada eliminação +20s
Argola enfiada na garrocha e depositada junto com a vara −5s −5s

A porteira carrega uma das consequências mais pesadas porque, no campo, deixá-la aberta podia deixar o gado escapar.

Outras faltas resultam em desclassificação, e não em penalidade de tempo: um cavalo que salta a ponte em vez de atravessá-la, que sai pelo lado do redil, ou que toma uma linha errada e não a corrige.

A Velocidade só ajuda enquanto o percurso permanece correto.

IV · Vaca

A Vaca é a mais antiga das quatro e, de longe, a menos realizada.

É a única prova em que os cavaleiros trabalham em equipe, porque o gado não pode ser trabalhado sozinho.

A equipe entra junto, e cada cavaleiro tem sua vez. Quando é a sua vez, sua tarefa é separar a rês indicada do rebanho e conduzi-la até a área designada, enquanto seus companheiros de equipe seguram o restante do rebanho dentro da zona de contenção e mantêm a linha fechada. Cada vez é cronometrada, e os tempos ajustados produzem as classificações.

O resultado da Vaca é usado de forma diferente no Campeonato Individual e no Campeonato por Equipes. O Ensino, a Maneabilidade e a Velocidade decidem o Campeonato Individual. As quatro provas contribuem para o Campeonato por Equipes. A Vaca também tem sua própria classificação.

Um teste de Ensino pode ser aprendido, e um percurso de Maneabilidade pode ser percorrido a pé. A rês não pode ser ensaiada. Ela se move de forma independente, então cavalo e cavaleiro precisam responder ao que acontece à frente deles.

O bem-estar do animal é absoluto. Uma equipe que assusta ou maltrata uma rês é eliminada, seja qual for o valor do resto do seu trabalho. O que a prova recompensa é o controle sem força.

Essa imprevisibilidade aproxima o esporte, mais do que qualquer outra coisa, do trabalho com gado de onde ele veio.

V · Por Que São Um Só Sistema

O mesmo treinamento corre por baixo das quatro provas, então uma fraqueza costuma aparecer em mais de um lugar.

Um cavalo que perde o equilíbrio em uma virada rápida geralmente o perdeu primeiro no plano, no Ensino. Um cavaleiro, portanto, aprende a olhar para além da prova em que a falha apareceu. O trabalho que a melhora pode estar em outro lugar do treinamento.

As quatro provas em si permanecem constantes desde sua primeira competição até a última. Um cavaleiro no primeiro nível monta o Ensino, a Maneabilidade e a Velocidade. Um cavaleiro no Principal monta as mesmas três, e a Vaca com uma equipe em nível internacional. O que muda é o padrão.

VI · Quatro Provas, Uma Leitura Diferente

Conhecer as regras diz a você o que cada prova de Equitação de Trabalho pede. Isso não significa que um cavaleiro experiente vê apenas quatro testes separados.

A situação muda a cada vez. O Ensino dá ao cavaleiro um trabalho prescrito em uma pista. A Maneabilidade coloca esse trabalho ao redor de obstáculos. A Velocidade encurta o tempo disponível. A Vaca acrescenta outro animal cujo movimento pode mudar a pergunta em uma passada.

Uma figura do Colégio com quatro colunas, uma para cada prova de Equitação de Trabalho. O Ensino, trabalho prescrito em uma pista montado pela qualidade, é o teste. A Maneabilidade, um problema organizado enquanto o próximo já está sendo preparado, é a próxima tarefa. A Velocidade, as mesmas decisões dentro de um tempo mais curto, é o relógio. A Vaca, outro animal mudando a pergunta em uma passada, é o animal à frente. Por baixo das quatro corre o que o Fellow lê em cada uma delas: o cavalo, o equilíbrio, a resposta, a preparação, a linha e a próxima decisão. A situação muda; a profundidade da leitura viaja com ela. FIG. 1.7 A SITUAÇÃO MUDA QUATRO PROVAS · UMA LEITURA POR BAIXO Os Fellows já produziram esse trabalho nas quatro. A situação muda; o que eles leem permanece. ENSINO trabalho prescrito em uma pista, montado pela qualidade O TESTE MANEABILIDADE um problema organizado enquanto o próximo já está sendo preparado A PRÓXIMA TAREFA VELOCIDADE as mesmas decisões dentro de um tempo mais curto O RELÓGIO VACA outro animal, mudando a pergunta em uma passada O ANIMAL À FRENTE O QUE O FELLOW LÊ NAS QUATRO O CAVALO · O EQUILÍBRIO · A RESPOSTA · A PREPARAÇÃO · A LINHA · A PRÓXIMA DECISÃO cavalo e cavaleiro trabalhando juntos enquanto a pergunta ao seu redor muda A SITUAÇÃO MUDA · A PROFUNDIDADE DA LEITURA VIAJA COM ELA FIG. 1.7 · A situação muda de prova para prova. A relaçãopor baixo dela viaja através das quatro.

O que se torna interessante é o que viaja com o cavaleiro ao longo das quatro.

O equilíbrio ainda precisa ser reconhecido. A resposta do cavalo ainda importa. A linha sendo montada ainda tem uma razão. Uma decisão já está afetando o que se torna possível a seguir.

Isso faz parte da referência que os Membros do Colégio começam a construir através do Artigo 2. Os Fellows trazem as regras, o padrão no topo do esporte e a razão de trabalho por trás deles para o mesmo estudo, de modo que as quatro provas comecem a ser lidas como mais do que quatro conjuntos de instruções.

A figura acima é uma visão dessa referência. O estudo de Membro acompanha cada prova muito mais a fundo, antes de o currículo voltar para a equitação e o treinamento que produzem o trabalho no Ramo Dois.